quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A IGREJA CRESCE

Graças à infinita bondade de Deus, não são os homens que produzem o crescimento da Igreja. Um rega o outro planta, mas quem dá o crescimento é Deus. Essas Palavras parecem que passam despercebidas aos olhos e ouvidos de muitos “bons” crentes. Tenho visto pessoas se esmerando em trazer pessoas para o seu rebanho e ainda denominam os irmãos de “suas” ovelhas, misericórdia! Outros deixam a Igreja e acreditam que sua saída, seja qual for o motivo, trará desordem ou impedirá o crescimento da Igreja de Deus. Ledo engano! Tenho aprendido que nada na face da terra é capaz de impedir o crescimento da Igreja de Deus. A Igreja do Senhor é sustentada por salvos em Cristo, pessoas regeneradas, que conhecem a voz do verdadeiro pastor, são ovelhas de Jesus e não de homens. Uma das características dessas pessoas é a ausência de melindre. O verdadeiro crente reconhece que a exortação serve para sustentá-lo nos caminhos do Senhor, que mudanças dentro da Igreja são necessárias e que os erros precisam ser encarados com amor, mas com correção. Não existe Igreja de Cristo genuína, se há indisciplina ou se há conivência com o pecado. A Igreja Presbiteriana do Brasil, acertadamente, considerou a Igreja Nacional do Poder de Deus e a Universal do Reino de Deus, como seitas, deixando claro que todos os irmãos oriundos daquelas denominações, sejam recebidos por pública profissão de fé e batismo. Essa é a característica de uma Igreja de Cristo, séria, comprometida com a Palavra e não com um crescimento vertiginoso, mas pecaminoso, descompromissado com as Verdades do Senhor. Melhor crescer com Cristo, a crescer com homens comprometidos apenas com suas verdades. Nossa Igreja tem crescido, apesar de nós, e o fazemos com qualidade e responsabilidade. Gostaríamos que os irmãos que nos deixaram ou pensam em fazê-lo, compreendam o nosso zelo com a Palavra e a preocupação de não deixá-lo iludido com seus próprios erros. Igreja que cresce sem a ação de Deus não é dEle.

Rev. Jooziel

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O QUE NOS DÁ VIDA?

Vejamos o que diz o livro de Jó: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo Poderoso me dá vida.” 33:4. A Palavra de Deus nos ensina que fomos criados e feitos a Sua imagem e semelhança. Fica claro que tudo e todos foram criados por Deus. Mas segundo o nosso texto, nos parece que a vida com Deus, regenerada é algo que somente o sopro de Deus, o Espírito Santo pode nos conceder. Ser criatura não nos assegura a condição de filhos, mas tão somente de criaturas. O que nos concede a condição de filhos é a regeneração promovida pelo Espírito Santo, conquistada por Cristo na Cruz do Calvário. Como diz Paulo em sua carta aos Romanos, v6, fomos sepultados com Cristo. Isso acontece, é claro, na eleição, mas em nossas vidas temporais, quando da regeneração, e é ai que passamos a viver. Jó ouvia de Eliú, um homem mais novo que seus amigos, a importância de se ter Sabedoria vinda do Espírito Santo, para se ter vida e a verdade. Talvez aqui esteja um dos maiores problemas dos cristãos da atualidade! Muitos se fundamentam tão somente em preceitos de homens e por necessidade pessoal, para garantir sua condição de vida e suas opiniões, abandonam a sã doutrina e ficam emprenhados pelos ouvidos e ensurdecidos para as Verdades. Em nossa caminhada na Terra, precisamos estar conscientes de que o caminho, o lar, o trabalho, os estudos, a Igreja, as coisas que nos cercam, são conduzidas pela Soberania de Deus. Dessa forma não pode a criatura saber a vontade de Deus, sem ter Deus. É preciso se tornar filho, ser batizado pelo Espírito Santo, ser regenerado, pois todos que aceitam a Jesus lhes é dado o direito de serem chamados de filhos. Hoje, talvez, você só esteja defendendo suas opiniões, isso é importante, mas nós estamos no mundo para fazer muito mais. Precisamos, como filhos, defender as verdades do Pai. E a única maneira de se fazer isso é através do Espírito Santo, de outra forma, ficaremos a defender ideais de homens e jamais conheceremos o significado da verdadeira vida. Precisamos de conversão!

Rev. Jooziel

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O PROJETO MISSIONÁRIO

Meus amados esse negócio de missão é muito interessante! A começar pelo significado da palavra. Missão é um termo tipicamente militar. Todos os trabalhos realizados na caserna, outro termo militar, recebe a denominação de MISSÃO. Adão, tinha a missão de cuidar do Jardim; Abraão, de cuidar do filho da promessa, Isaque; Moisés, de libertar o povo de Deus da escravidão do Egito; Josué, de conquistar os povos e tomar os espaços; Davi, de ser um homem segundo o coração de Deus; Salomão, filho de Davi, de construir o Templo; Isaias, de anunciar o Leão de Judá, o Cristo; João, de preparar o caminho; Jesus, resgatar os eleitos de Deus; Paulo, de pregar aos gentios; Agostinho, de apresentar a Graça; Lutero, fazer a reforma; Calvino, de apresentar a Soberania de Deus. Todos com uma ou várias missões, algumas cumulativas, porém todas foram cumpridas e levadas a bom termo. Mais recentemente, temos homens do kilate de Simonton, Billy Grahn, José Manoel da Conceição, John Piper, Hernades Dias Lopes, podemos ir para Madre Tereza de Calcutá e outros mais. Mas essa lida com missões não se acabou, nos dias de hoje, homens e mulheres se entregam ao amor pelo IDE de Cristo, a exemplo dos nossos antecessores, missões na Palavra, vão além do fazer algo, mas sim fazer com amor e entrega. Neste mês, estamos falando sobre Missões e a nossa Igreja teve a honra de ouvir um homem, Rev. Norval, que dedica há 22 anos, sua vida a evangelização dos índios no Brasil. Sua história nos impressiona, toda a família envolvida com a obra. Descobri que não precisamos viver saudosos, temos exemplos contemporâneos. Nós tivemos a oportunidade de conhecer, ainda em vida, um servo que ama a Cristo e sua obra missionária. A pergunta que nos fica é: Qual e a nossa missão? A Bíblia diz! Mas temos poucos exemplos como o do Rev. Norval. Não digo aqui, que todos devem ir para missões na selva ou em outro país, mas quero falar sobre seu vizinho, seu parente, seu trabalho na Igreja. Seu amor pela obra. Onde está tudo isso?

Rev. Jooziel

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

QUANTO VALE UMA AMIZADE???

Eu não sei para você meu irmão, mas para mim a amizade é uma das jóias mais preciosas que eu já vi na face da terra, nada brilha tanto como a pedra da amizade. Sexta-feira tive a oportunidade de ouvir aquela poesia que diz “que amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito”. Quando Lemos a história de Jonatas e Davi, nos impressionamos quando a Bíblia diz que o amor entre eles era transcendente, 1Sm.20:17. Essa amizade superou os erros de Saul e a inveja das pessoas. Não existia entre eles pior, ou melhor, mas apenas dois amigos em constante proteção. Mas o que significa, nos dias atuais, a amizade? Vou ser sincero, eu não sei. Os relacionamentos são tão volúveis, que ao menor problema não conseguem se manter. Jesus nos ensina que devemos amar o nosso irmão, nosso amigo, como a nós mesmo, suportando a carga uns dos outros, chorando nas lutas, sofrendo com os erros e sorrindo com as vitórias. O meu relacionamento com os moradores de rua do Areal, tem me ensinado muito. Eles são abandonados pelo Estado, mas estão organizados. Tomam conta uns dos outros, quando um não aparece para dormir, todos se levantam e vão atrás saber o que aconteceu. Nós os “estudados” não temos tido cuidado uns com os outros. Como diz o Rev. Hernades Dias Lopes, “algo está acontecendo com as pessoas de nossas Igrejas”. É verdade. Eu tenho certeza que o mais desejado pelas pessoas é a existência de um amigo de verdade. Alguns já desistiram e dizem que só Jesus basta, mas isso é mentira do diabo. Precisamos tanto de amigos, que somos conhecidos, não mais como geração coca-cola, mas sim como geração prozak, um poderoso remédio para combater a depressão. O mundo está deprimido, cada um tentando ser mais do que o outro. João falou: “É importante que ele cresça para que eu diminua”. Existem amigos que são mais chegados que irmão. Devemos amá-los com todo amor de nossa alma. Apegarmo-nos a eles ao ponto de sofrermos as suas dores. Pense nisso, o mundo precisa de amigos.

Rev. Jooziel

sábado, 24 de julho de 2010

GERALDO, CALCUTÁ e KING

Jesus é o maior exemplo de ser humano que temos na face da terra. Tinha a missão de anunciar a Deus e suas vontades, mas foi além. Ele amou, amou com tanto fervor que chorou por cada uma das vidas que pisam neste mundo. Jesus pregou o Evangelho, esclarecendo qual o melhor e único caminho para o Pai. Cristo ensinava, com seu exemplo, ele nunca apontou o caminho, Ele apresentava-se como o caminho. Jesus curou as pessoas ao seu lado, às vezes com um simples abraço, um olhar ou um gesto de ternura e no final de sua caminhada na face da terra, descobrimos o que Ele significa para nós e para os nossos filhos, nos deixando um legado, seguir o mesmo caminho. Geraldo Bittencourt, Madre Tereza de Calcutá e Martin Luther King. Pessoas que aprenderam com Cristo qual o verdadeiro significado da vida, amar os seus. Calcutá é conhecida por sua luta em prol dos necessitados, doentes e abandonados pela sociedade; King, grande defensor dos direitos humanos, lutou contra a discriminação, falou no lugar daqueles que se calavam por medo, sabia a diferença entre ser pacífico e pacificador e Geraldo, diácono da 1ª IPT, pai da Dona Mariinha, amou. Primeiro a Bíblia, me recordo quando pregava em seu aniversário de 101, sua atenção, mesmo em meio ao frio que fazia. Dedicou-se a família de tal maneira, que foi buscar os necessitados e os colocou sobre sua proteção; Anunciou o Evangelho com tanto empenho que hoje a família colhe os frutos; Seu trabalho na Igreja é inconteste, falando sempre em lugar do mudo; Sempre se apresentou pronto para socorrer, com sabedoria e inteligência. Nesta semana o Vô Geraldo nos deixou, com seus 101 anos e 357 dias, foi cantar na Glória com o Pai. Muitos conheceram o Pai por seu exemplo de servo. Homem rico, de muitas posses no céu e agora ele está gozando cada uma delas. Fica-nos a saudade, mas o consolo de um breve reencontro. Sigamos todos, o mesmo caminho, daquele que imitou a Cristo e hoje nos deixa saudades.
Rev. Jooziel

sexta-feira, 2 de julho de 2010

REUNIÃO DO SUPREMO CONCÍLIO

Meus amados irmãos. Estamos nos aproximando da reunião, que ocorre de 4 em 4 anos, sdo Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. A reunião terá início no dia 11 de julho na cidade de Curitiba. O nosso Presbitério estará enviando 4 representantes. Precisamos orar, pois os dias são maus e os nossos líderes precisam estar cheios da plenitude do Espírito Santo, para que as decisões sejam protetivas para nossa Igreja e exaltem o nome do nosso Senhor Jesus. Tenha essa reunião como motivo de oração. Ore por sua Igreja, ame-a profundamente, estamos precisando de Presbiterianos apaixonados.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

MÃOS A OBRA

A evangelização brasileira, com raras exceções, nos legou uma adoração monástica, onde ser religioso, que não é sinônimo de ser servo do Senhor, se traduzia em uma vida separada das mazelas da sociedade e consequentemente, afastada das possibilidades de contaminação. Isso afastou os crentes, protestantes, evangélicos, reformados ou qualquer outro nome que queiramos dar, do relacionamento com a verdadeira religião. Tiago fala da importância da fé, ressalta o poder de Deus na vida daqueles que vislumbram o sacrifício de Cristo na cruz para resgatar os eleitos. Tiago deixa claro que sem a fé, não se pode falar em vida eterna, relacionamento com Cristo, salvação e libertação dos pecados. Isso tudo deveria nos levar a uma vida para Cristo, mas Tiago já sabendo das nossas limitações, salienta que a fé precisa nos levar a verdadeira religião, que em nada se compara a vida monástica. A vida de fé, plantada nos corações de todos os eleitos de Deus é estabelecida por um comportamento de marcas, primeiro no coração e depois nas mãos. Tiago diz que a verdadeira religião é socorrer os órfãos e as viúvas em suas necessidades, traduzindo, são todos os necessitados, carentes e desprovidos de suas necessidades mais básicas. Como fazer isso dentro de uma vida monástica? Impossível. Porém, ainda hoje, somos contemplativos dos problemas da sociedade, mas a fé nos concedeu poder para o trabalho, dons e talentos, para socorrer, recursos para toda boa obra. A miséria impera ao nosso lado e nós só sabemos falar de fé, mas não falamos sobre o que ela produz. Precisamos ser crentes na sociedade e não fora dela. Precisamos socorrer os irmãos, colocar a mão na massa, abrir a Igreja, doar, receber o necessitado e deixar Deus nos usar para toda boa obra. Enquanto existir miséria, abandono, guerras e outras mazelas, haverá trabalho para todos os crentes movidos pela fé. Não podemos nos omitir e nos tornarmos reclusos, cheios de conhecimento, mas sem nenhuma eficácia. Se você ama aquele que precisa, sua mão está na obra.

Rev. Jooziel