sexta-feira, 22 de julho de 2011

VALORES


Quais são os nossos valores? Essa semana eu conversava com o meu cunhado sobre alguns significados de algumas palavras da língua hebraica e acabei depois refletindo sobre a importância da língua nos valores que aplicamos em nossa sociedade. Penso que tudo hoje se tornou relativo não por uma imposição, mas devido à desconstrução do significado das palavras. Exemplo, hoje velho não significa necessariamente algo velho ou uma pessoa velha, mas pode ser um pronome de tratamento. As palavras na língua hebraica possuem em si mesmas um forte significado daquilo que elas carregam. Compromissos, conhecimento e outras palavras, carregam em si a noção correta do seu significado. Quando um hebreu se compromete, não precisa de mais palavras ou papel, quando um hebreu, diz que conhece, ele viu, tocou, caminhou junto. Penso que esse foi e é um dos grandes segredos para que os hebreus mesmo dispersos por várias vezes se mantivessem unidos. Temos perdido a nossa identidade como crentes, pois temos relativizado a Palavra e abandonado a Soberania. Palavra de crente não tem mais valor diferenciado, amor de crente é igual ao das outras pessoas. Os nossos valores estão iguais aos valores do mundo e os não crentes não nos vêem como um povo de propriedade exclusiva de Deus. Precisamos exercitar o sim sim e o não não. Até mesmo dentro das Igrejas precisamos de documentos para atestar nossas palavras. Se formos crentes, somos árvore boa e assim o nosso fruto precisa ter valor, precisa ser bom. O mundo pode ficar no pecado, mas a Igreja do Senhor precisa prevalecer e esse é o grande testemunho que precisamos dar. A Igreja precisa ser a grande detentora dos valores do Reino, quando falarmos em referencial de Deus, precisamos lembrar-nos da Igreja. Porém a Igreja somos nós, não o templo, mas sim nós que andamos pelo mundo a levar a Palavra da Verdade, que muitas vezes é levada como palavra da mentira, por pessoas sem valor. Preservemos a Palavra da Verdade, sejamos crentes de valor.
Rev. Jooziel

quarta-feira, 22 de junho de 2011

UM ANO MAIS DE VIDA

“Ensina-nos Senhor a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” Sl 90:12. A sabedoria é algo inquestionável para a vida de qualquer pessoa. Porém, nos dias atuais parece que ela não é algo que se busca com tanta intensidade. Temos pessoas de idade, incautas, que passaram suas vidas sem se preocuparem com a necessidade da sabedoria e isso tem produzido gerações de pessoas sem referenciais. Quando a Bíblia coloca a sabedoria como um dos princípios de vida, ela esta nos dando um caminho para sobrevivência, onde, explica a Palavra, ser o temor ao Senhor o seu começar. Paulo salienta que o renovar, com a transformação constante de nossa mente, nos conduz ao conhecimento de qual é a perfeita e agradável vontade de Deus para nossas vidas. Assim aprendemos que viver contando anos não nos conduz a uma vida de aprimoramento em busca da perfeição em correção de atitudes, mas sim se vivermos a contar anos de realizações, onde à busca constante pelo aprendizado de Deus, nos leve a fazer a Sua vontade, assim teremos o que comemorar, pois a nossa oração precisa acompanhar a petição de Moisés, para que “alcancemos coração sábio”.  O que é um coração sábio? É aquele que pertence a alguém que sabe quem é Deus em sua vida. A pessoa ou Igreja que vive a pensar que suas ações são fruto de sua intelectualidade ou experiência adquirida ao longo da vida e abdica da busca da sabedoria está louco. Os sábios eram homens que ficavam a dar conselhos aos mais novos, apresentando Deus e os ensinando a tornar seus fardos menores, assim fez Jetro, sogro de Moisés. Nossa Igreja precisa estar sempre buscando a sabedoria do Senhor, pois desejamos como crianças crescer, mas crescermos com Deus, unidos como irmãos e suados, exaustos em obediência e trabalho na seara do Senhor. Parabéns Primeira Igreja Presbiteriana de Águas Claras, pelos seus 8 anos de organização, rogamos a Deus que a sabedoria seja sua grande marca, manifesta pelo amor e serviços prestados ao Senhor e aos Irmãos.
 Rev. Jooziel

quinta-feira, 16 de junho de 2011

SONHAR

Uma vez eu li uma frase que dizia: “sonhar sozinho é apenas um sonho, sonhar junto é realidade”. Fico sempre pensando sobre o que é sonhar, uns dizem que faz parte das terminações nervosas, outros de lembranças do subconsciente. Nas Igrejas, alguns chamam de revelações do Senhor, quando lemos sobre os sonhos na Palavra, outros chamam de “recados” ou “avisos” de Deus, enfim, com as várias explicações que temos sobre os sonhos, me parece que a mais e a única correta seria olharmos o que Deus fala sobre eles na Palavra. Porém, mesmo assim ainda teríamos perguntas a fazer. Quantos homens de Deus tiveram sonhos enigmáticos? Muitos. Recordo-me da visão em sonho de Jacó de uma grande escada que subia ao céu e que por ela passavam anjos. Outra situação foram os sonhos de José do Egito, que coisa! Anos depois foi que os viu realizados. Assim somos nós, vivemos um dia após o outro e os sonhos nos fazem andar. São sonhos de conquistas, curas, relacionamentos fortes e sinceros, busca-se um mundo melhor, mas como falamos, não podemos sonhar sozinhos. Preciso sonhar a três ou a dois no mínimo. Sim, eu os irmãos e Deus, ou eu e Deus, porém sozinho o meu sonho será apenas um sonho. Precisamos sonhar com o Senhor, lembrando de Suas promessas e confiando que tudo o que nos foi prometido em Sua Palavra, será concretizado. Precisamos sonhar com os nossos cônjuges, com nossas famílias, com nossos trabalhos, com nossas conquistas, mas jamais devemos deixar Deus fora desses sonhos. Gostaria de convidá-los a sonhar, com uma família melhor e mais alegre, com uma Igreja saudável e evangelizadora, com um emprego e conforto que gostaríamos de ter e acima de tudo, com uma vida de entrega e devoção ao nosso Deus. Podemos sonhar com uma Igreja com 300 membros? Com filhos formados? Com saúde e cura? Com conforto? Claro sonhe com todas essas coisas, mas jamais se esqueça que Deus é o fim de todas elas.
Rev. Jooziel 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A AGRADABILIDADE PASSA PELO DISCERNIMENTO DA VONTADE DE DEUS


Meus amados estamos em dias curtos, no que se refere à aplicação das relações de convivência. A velocidade com que as idéias mudam e comportamentos se alteram é estarrecedora. Antes, apesar de não termos tanta idade assim, os comportamentos sociais eram mais duradouros e as mudanças se davam em degraus, como se fosse uma experiência. Porém, hoje, em nome da “liberdade” tudo pode mudar hoje e amanhã também, algo do tipo: Não sabemos o que desejamos! Li essa semana uma entrevista na veja, com um pós-doutor em sociologia, que disse que: “se uma pessoa deseja beber, fumar e se drogar, o Estado não poderia se intrometer em suas decisões, pois isso fere o princípio a liberdade”. Fiquei analisando como isso seria possível, se é o Estado que vai cuidar dessa pessoa nos hospitais, com recursos públicos, por ela, deliberadamente decidir se destruir, como entender isso como liberdade? O Estado possui como princípio fundamental da sua existência, a preservação da vida, tudo é feito para e pelo bem estar das pessoas. Assim também enxergamos a vontade de Deus, que existe para sanar os problemas do pecado, salvando o pecador, ou convencendo-o de que a vida que leva não é da Sua vontade e que por isso não é boa. Não podemos concordar com pessoas que com ideais libertários, agradam as pessoas, mas se esquecem das Vontades de Deus. Devemos sim obedecer às leis dos homens, desde que elas não contrariem a Vontade de Deus e tudo o que não estiver de acordo com Sua Palavra deve ser combatido por todos e obrigatoriamente por seus ministros. É errado defender uma liberdade que contraria a vontade de Deus, é errado apoiar, em nome da liberdade, comportamentos pecaminosos, somente por entender que as pessoas podem. A confusão social que o pecado promoveu agora se alastra e me parece, que com o apoio inusitado de servos do Senhor. Precisamos decidir a quem desejamos agradar, ao Deus criador dos céus e da terra, ou as suas criaturas. Pense nisso.
Rev. Jooziel

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PROSPERIDADE SEM SALVAÇÃO É CONDENAÇÃO !!!

Meus amados, a cada dia me surpreendo mais e mais com as pessoas, talvez não devesse, mas a esperança de que mudem está sempre impregnada em meu coração, penso que é o lado romântico de todo crente que gostaria de ver todos olhando para o céu. Porém, os olhos estão baixos e quando muito, enxergam o caminho pelo qual passam. Lucas nos relata com muita riqueza de detalhes, a visão materialista que tomou conta da criação quando da queda. Alguma coisa como aquele ditado que diz: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Lucas narra a história que aconteceu com Jesus no caminho para Jerusalém, aonde 10 leprosos vieram ao seu encontro e Jesus os manda à presença do Sinédrio e lá esses doentes ficam curados. Vendo que estavam curados, gritavam de alegria e um dos deles, o Samaritano, voltou para agradecer ao Senhor pela cura e Jesus pergunta pelos outros nove e diz que a fé havia salvado o que voltou. Vamos lá, de 10 que procuram a Cristo somente um verdadeiramente está interessado nEle, os demais desejam somente o que Ele pode fazer por suas vidas aqui na terra. Nove ficaram curados e não voltaram, porque era somente isso que desejavam, conseguiram o que queriam, voltar pra que? Leprosos não se aproximavam das pessoas e eles foram curados depois de terem chegado perto dos judeus e tão somente o Samaritano, o único que ninguém esperaria que voltasse, veio aos pés do Senhor para agradecer. Uns desejam cura, chaves, dinheiro, saúde, paz e alegria e não se importam com o autor de todas essas bênçãos, outros desejam Jesus e O louvam independente das circunstâncias. Quantos leprosos sem Cristo estão caminhando pelo mundo, pensando que as bênçãos são o indicativo de nossa salvação? Quantos leprosos estão adorando ao Senhor e sendo taxados de pecadores, porque estão no “vale”?  Daniel louvou ao Senhor e foi para a cova dos leões, seus amigos adoradores para fornalha. Não se espante com o fogo ardente, quem vem para prová-lo, só não saia de perto do Senhor Deus. Olhe o Seu amor.
Rev. Jooziel

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A MORTE QUE INAUGURA VIDA


Uma das coisas mais interessantes da Palavra de Deus é o fato dela valorizar a morte como a única condição para se ter vida. Gosto muito de pessoas que vivem esse evangelho. Um evangelho de dor, angústia e sofrimento, não necessariamente no sentido estrito da palavra, mas nas suas mais diferentes formas, pois isso nos faz sempre ter na lembrança que foi na cruz, com sua morte, que o nosso Senhor Jesus conquistou a vida, não a dEle, mas a nossa. A morte e a ressurreição de Cristo inauguram uma nova fase na existência da humanidade. As pessoas olhavam para Sua figura esquálida e ensanguentada e pensavam que tudo tinha se findado, mas foi naquela dor, naquele sangue, com aquele sofrimento, que se alcançou a vida. Esse Jesus nos disse através do relato de João, quando do encontro do Rabi com Nicodemos, que era necessário nascer de novo. Nicodemos mesmo com todo o conhecimento de doutor da lei não entendeu essa Palavra e percebesse sua perplexidade, quando ele pergunta: “pode um homem velho nascer de novo, voltar ao ventre materno?” As pessoas ainda não sabem e muitos crentes se encaixam nessa situação, de que morrer para a vida produz vida em Cristo. É importante que isso fique claro na mente dos eleitos convertidos, pois no processo de santificação teremos lutas e aflições e descobriremos que a teologia da prosperidade é uma farsa, pois não foi em um banquete, dentro de uma linda casa, com carro importados na porta e muito dinheiro no banco que Cristo nos deu a vida, mas sim com lágrimas, dor e sangue. A páscoa é um momento de reflexão que precisa nos levar a essência de Cristo e não aos Seus milagres. Queremos Jesus ou o que Ele pode nos dar aqui na terra. Queremos a salvação em Cristo, ou uma vida repleta dos luxos de um mundo caído. A páscoa nos oferece a morte em Cristo e a vida eterna com Ele no céu e não a vida na terra. O mundo é caído e nada de bom pode nos oferecer, a não ser trabalho na seara de Cristo, anunciando sua morte e ressurreição. Feliz Páscoa.
Rev. Jooziel

terça-feira, 12 de abril de 2011

No seu entender, o que a Bíblia ensina a respeito do dízimo no que se refere aos cristãos hoje?


Há muitas pessoas que creem que o dízimo não é mais um encargo sobre os crentes porque é um mandamento do Antigo Testamento que não está especificamente repetido no Novo Testamento.

Embora isso fosse parte da lei do pacto de Israel no Antigo Testamento, não creio que tudo que Deus exige de seu povo no Antigo Testamento esteja cancelado se o Novo Testamento silencia a respeito. Eu diria que se o dízimo foi cancelado deveríamos ter um ensino explícito no Novo Testamento afirmando que o dízimo não está mais em vigor. O dízimo era uma responsabilidade central na economia da velha aliança, e teria sido transportado, principalmente quando entendemos que a comunidade da nova aliança foi estabelecida principalmente entre judeus, que continuariam a praticá-lo, a não ser que lhes dissessem que o dizimo não era mais necessário. Eu diria que na ausência de uma palavra de repúdio, o dízimo continua válido no Novo Testamento.

Quando Jesus estava na terra, e a nova aliança ainda não tinha sido estabelecida, ele abençoou os fariseus por seus dízimos. Eles dizimavam a hortelã e o cominho, o que significa que eles dizimavam até as menores coisas. A maioria dos dízimos no Antigo Testamento era paga com bens da agricultura ou do rebanho – era uma sociedade agrária. Mas os fariseus eram tão escrupulosos a respeito de dar os dez por cento a Deus que, se plantavam um pouco de salsa no quintal, eles dizimavam isso também. É como se você achasse dez centavos no chão e fizesse questão de entregar um centavo a Deus. Jesus disse que esses homens eram tão escrupulosos que pagavam até o último centavo, e Jesus os cumprimentou por isso (Lc 11.42).

Quando o Novo Testamento se refere a dar, fala em dar da sua abundância e do espírito de gratidão do seu coração. Sempre que as duas alianças ou pactos são comparados, particularmente no livro de Hebreus, somos ensinados que o Novo Testamento é uma aliança muito mais rica. Os benefícios que recebemos como cristãos, excedem em muitos os benefícios que o povo da velha aliança gozava. Mas também segue-se que as responsabilidades do povo do Novo Testamento também excedem as responsabilidades do povo do Antigo Testamento. Nós estamos numa situação melhor. Eu diria que o dizimo não é um alto padrão fundamental para o super-cristão, mas é o alicerce. É o ponto de partida para uma pessoa que está em Cristo e que compreende alguma coisa dos benefícios que recebe de Deus.

Fonte: Boa Pergunta (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999), R. C. Sproul, p. 285-286.